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Aeradores de Pás

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O aerador de pás Fluxoar-PR, ou aerador de palhetas, melhora os níveis de oxigênio dissolvido da lagoa de criação a partir da formação de uma ampla área de contato da água com o ar atmosférico, provocada pela rotação das pás contra a água superficial. A configuração do aerador de pás cria uma corrente poderosa no meio líquido, com um consumo de energia relativamente baixo, o que torna o aerador de palhetas especialmente indicado para situações que requerem maior abrangência de atuação, como lagoas com médias e grandes dimensões de espelho d’água.

A abrangente movimentação gerada pelos aeradores de pás auxilia a homogeneização do conteúdo e temperatura da água de lagoas de criação de peixes e outros animais aquáticos e ao mesmo tempo reduzem odores decorrentes dos processos de degradação da matéria orgânica, melhorando os níveis de conforto, saúde e produtividade da criação. Os aeradores de pás apresentam como diferencial em relação aos aeradores chafariz uma maior taxa de transferência de oxigênio com menor consumo de energia, além de uma oxigenação mais abrangente, devido ao deslocamento contínuo de água gerado no sentido horizontal.

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Os peixes, ao contrário dos mamíferos e das aves, não regulam a sua temperatura corporal, que varia de acordo com a temperatura da água. No Brasil, espécies originárias da região Norte, como o tambaqui, possuem uma faixa de temperatura ideal da água (zona de conforto) de 25 a 34°C. Espécies como o pacu, provenientes do Pantanal e do Mato Grosso do Sul, apresentam uma zona de conforto térmico entre 24 e 30°C. Para o cultivo de tilápias, recomendam-se temperaturas entre 28 e 32°C. Como se percebe, os peixes de países tropicais de maneira geral se alimentam mais e melhor em águas mais mornas, mantendo-se mais saudáveis nestas condições.

Lagoas com equilibrada presença de algas produzem oxigênio naturalmente durante o dia (fotossíntese), porém durante a noite, estes mesmos organismos consomem parte do oxigênio produzido. Por este motivo, os peixes costumam surgir na superfície da água logo ao nascer do dia, quando as condições de oxigênio estão piores. Recomendam-se medições da concentração de oxigênio dissolvido para determinar corretamente a necessidade específica de aeração durante o dia e a noite, lembrando que em geral o aerador de pás deve ser ligado toda vez que a concentração de oxigênio estiver abaixo de 5 mg/l.

É importante não deixar o aerador de pás funcionando continuamente, pois longos períodos de operação reduzem a vida útil do equipamento. Recomenda-se, portanto, o uso intermitente, em proporção aproximada de 1/3 do tempo de operação no período diurno e 2/3 no período noturno, totalizando de 3 a 6 horas/dia. No entanto, o ideal é utilizar o aerador de pás somente o tempo suficiente para manter o nível de oxigênio na água entre 5 e 7 mg/l por todo o período.

Níveis de oxigenação muito altos, a partir de 8 mg/l, não surtem efeito positivo à criação, pelo contrário, a supersaturação da água pode causar a doença da bolha de gás nos peixes, além do desperdício de energia principalmente no período diurno, quando ocorre a oxigenação natural da água. A utilização de técnicas adequadas de manejo associadas a aeradores GRABE certamente aumentará a taxa de conversão alimentar e qualidade de vida da criação, resultando em maior produtividade e lucratividade para o negócio.

Como funciona:

O funcionamento dos aeradores de pás Fluxoar-PR baseia-se na movimentação da água em fluxo horizontal superficial (sentido longitudinal) pela rotação de hélices com pás (rotores), que tocam superficialmente o meio líquido. Estes rotores possuem várias pás com uma série de pequenos furos que permitem a passagem da água. Com o giro do rotor, forma-se instantaneamente uma infinidade de gotas que são projetadas para frente, acima da linha d’água, criando uma grande área de contato da água com o ar atmosférico, onde o oxigênio é absorvido naturalmente pelo simples contato entre ambos. Ao mesmo tempo, o aerador de pás desloca a água superficial ao longo do espelho d´água da lagoa, homogeneizando e distribuindo a água já oxigenada.

Características técnicas:

  • • Excelente capacidade de aeração, superior a 1,8 kgO2/cv.
  • • Modelos de 1,0 cv - 2 rotores e 2,0 cv - 4 rotores (outras versões sob consulta).
  • • Flutuadores em polietileno de alta densidade do tipo catamarã com proteção contra raios U.V e olhais de amarração.
  • • Estrutura de sustentação e parafusos em aço inoxidável (não enferrujam).
  • • Caixa de redução em alumínio, com operação silenciosa e excelente troca térmica (não enferruja).
  • • Baixo consumo de energia elétrica.
  • • Fácil instalação.
  • • Tensão de alimentação: 220/380 V - trifásica (outras opções sob consulta).
  • • Potências: 750 e 1.500 W

Aplicações:

  • • Criação de peixes (tambaquis, pacus, tilápias, carpas, pintados, alevinos, etc.)
  • • Criação de crustáceos (camarões, etc.)
  • • Tanques de cultivo com grandes áreas superficiais (espelhos d´água)
  • • Tanques com grande adensamento de peixes (quantidade por m³)
  • • Lagoas com crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas devido ao acúmulo de nutrientes no meio líquido (ambientes eutrofizados).

Formas de instalação:

O aerador de pás deve ser posicionado de forma que a turbulência formada pelas pás não encontre nenhuma barreira ou característica desfavorável à propagação do fluxo de água, considerando uma distância satisfatória das margens do tanque ou lagoa a fim de evitar ondas ou o revolvimento do solo das margens. Para melhorar a recirculação de água em uma lagoa retangular, considerando o uso de apenas um aerador de pás, sugere-se o seu posicionamento como no primeiro quadro, de forma a direcionar o fluxo de água paralelamente às margens laterais. Quando vários aeradores de pás são colocados na mesma lagoa, deve-se posicioná-los de modo que não trabalhem uns contra os outros, e sim no mesmo sentido, complementando as correntes produzidas por cada equipamento e gerando um fluxo circular na água. A distribuição em diagonal tem se mostrado ideal para a criação de um movimento circular da água e centralização de dejetos, reduzindo o percentual de áreas mortas ou sem oxigenação.

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